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  • Paulo Grein

Oficinas Comunitárias marcam 1ª fase do Plano de Desenv. Regional Sustentável da Metrópole PR Norte

Série de Oficinas Comunitárias marca primeira fase do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da Metrópole Paraná Norte

A série de oficinas comunitárias, chamadas Oficinas de Engajamento, que foram realizadas entre os dias 16 e 27 de julho nas cidades de Apucarana, Arapongas, Cambé, Cambira, Ibiporã, Jandaia do Sul, Jataizinho, Londrina, Mandaguaçu, Mandaguari, Marialva, Maringá, Paiçandu, Rolândia e Sarandi, definiu a equipe de representantes de cada município que irá acompanhar as demais etapas do Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável da Metrópole Paraná Norte.


Essa etapa conclui a Fase 1 do Plano, que é a fase de preparação do Plano de Trabalho. O Plano de Trabalho já está disponível para consulta no site da Metrópole Paraná Norte (www.metropoleprnorte.com.br), faltando agora a última etapa da fase, que é uma Audiência Pública para aprovar definitivamente o Plano de Trabalho e poder avançar para a fase seguinte, que é a fase de Contextualização.


Na fase de Contextualização, que já está em andamento, serão realizadas reuniões técnicas em agosto e a expectativa para a entrega do primeiro Relatório de Contextualização é no começo de setembro. Em seguida, serão realizadas as primeiras Oficinas Técnicas, que não serão abertas ao público em geral, mas à Equipe de Acompanhamento formada pelo grupo de aproximadamente 70 a 100 pessoas eleitas nas Oficinas de Engajamento.


Para Cláudio Marchand Krüger, Coordenador Executivo do Plano da Metrópole Paraná Norte, “durante as duas semanas de Oficinas de Engajamento, tivemos a oportunidade de viajar pelas maiores cidades da região, recebendo grande receptividade da sociedade da região e conseguimos o objetivo principal, que era levar até a comunidade as primeiras noções sobre o Plano e seus objetivos, além de fazer a escolha dos representantes da Equipe de Acompanhamento, que irá fazer parte dos trabalhos junto com as equipes técnicas do consórcio e as do Estado, que são compostas pela Secretaria de Estado de Planejamento e outras secretarias e órgãos estaduais que estão acompanhando o Plano”, apontou.


Segundo Krüger, “a receptividade foi boa porque, em todos os locais onde nós estivemos, houve debates muito interessantes, as pessoas tiveram a oportunidade de falar sobre suas expectativas, comentaram também sobre planos anteriores que já foram realizados ou que estão em andamento na região”, afirmou.


Necessidade de integração reconhecida

O secretário de Planejamento do Município de Cambé, Mário Vander Martins Roberto, ressaltou a importância do planejamento integrado da região. “Nós entendemos que esse é um trabalho que vai instrumentar os municípios e a região, mostrando as suas potencialidades e suas necessidades. É um trabalho técnico que vai embasar as políticas públicas, os investimentos baseados nesse estudo e na conclusão que esse plano vai nos trazer”, afirmou o secretário, apontando o desafio que o plano deverá enfrentar. “Existe um isolamento muito grande dessas três regiões, então um desafio é mobilizar as três regiões com a mesma visão e buscando os mesmos objetivos. Esses objetivos, essa sustentabilidade, esses projetos, acredito que o Plano vai nos direcionar”, finalizou.


Para João Ivatich Filho, funcionário público municipal, a integração vai fortalecer toda a região. “Uma pessoa sozinha movimenta um quilo, cinquenta pessoas vão movimentar cinquenta quilos. Um milhão e meio de pessoas podem movimentar montanhas. Então é muito importante que tenha essa integração embora eu acredite que vai ser difícil”, adiantou Ivatich. Para ele, o grande desafio é fazer com que as pessoas se comprometam. “A participação é uma coisa muito tênue, porque participar é você vir, bater palma e olhar. Agora se comprometer é você dar o sangue pela coisa”, defendeu. Nascido na região e após ter morado por 22 anos em vários Estados e cidades, o funcionário público afirma que essa experiência trouxe um novo olhar para a região. “Vejo essa região como um grande potencial. Quando começou a colonização aqui, na década de 30, nós estávamos voltados exclusivamente para a produção de café. Quando veio a geada de 1975, que dizimou os cafezais, nos voltamos para a soja. Hoje, precisamos nos desenvolver tecnologicamente, aproveitando os potenciais locais e transformando esse potencial em tecnologia para distribuir para o mundo”, apontou.


Segundo a secretária de Planejamento Urbano de Rolândia, a arquiteta e urbanista Catarina Zaletti, existe uma dificuldade de se enxergar o município e a região de forma integrada. “Estamos em uma fase de revisão do Plano Diretor e é uma dificuldade muito grande que a população participe e entenda a cidade como um todo. Nós fizemos muitas oficinas em vários bairros tentando trazer a população para discussão da cidade e isso foi muito difícil porque as pessoas enxergam o seu local, a sua rua, o seu bairro, a sua praça, mas não conseguem enxergar a cidade como um todo”, alertou a secretária.

“E aí entra o papel de pessoas ligadas à área de urbanismo, arquitetura, que compreendam primeiramente a cidade e depois a interligação com os outros municípios. A nossa região está se desenvolvendo muito e, pela proximidade entre esses municípios, existe a necessidade de que essas cidades se desenvolvam em conjunto”, defendeu Catarina Zaletti. Para ela, são vários os desafios. “A cidade pensa primeiramente no seu desenvolvimento econômico, físico, social e isso tem que ser pensado em conjunto também com os outros municípios. Rolândia, como as outras cidades, necessitam dessa participação com as outras cidades porque elas vão funcionar dessa forma, elas não estão isoladas, finalizou.


Apucarana foi destaque entre todos os municípios

O Coordenador Executivo Cláudio Marchand Krüger destacou a Oficina de Engajamento de Apucarana, onde aproximadamente 100 pessoas estiveram no auditório do Crea regional e houve um intenso debate. “Muitas pessoas importantes estiveram presentes, como o prefeito Beto Preto, além de diversas autoridades como o ex-prefeitos Voldimir Maistrovicz, pessoas que participaram ativamente em planos anteriores e deram suas opiniões. Foi possível também eleger um grupo muito representativo de pessoas que vão fazer parte da Equipe de Acompanhamento abrangendo áreas bastante variadas da sociedade como saúde, segurança, educação, pessoas ligadas às universidades, à prefeitura e organizações não governamentais”, lembrou Krüger. “Houve até um número maior do que o esperado para essa representação que vai formar a Equipe de Acompanhamento”, completou.


Krüger salientou a expectativa em torno de Apucarana para as outras etapas do plano, já que o município será a sede de todas as audiências públicas e das reuniões técnicas que serão realizadas após a Fase 2, de Contextualização. “As Fases 3, 4 e 5 terão oficinas em um só local, onde os representantes de todos os municípios estarão reunidos com objetivo de se integrarem e discutirem juntos soluções que atendam a toda a região e não apenas a um município isolado” adiantou o Coordenador Executivo.


Após concluída a Fase 2, a terceira fase será de Cenários, a Fase 4 será o Plano de Ação e a Fase 5 é a finalização do Plano. “As fases 3, 4 e 5 serão realizadas em Apucarana, então essa boa receptividade que tivemos lá nos anima muito porque a comunidade regional realmente está muito interessada e engajada em contribuir para o Plano da Metrópole Paraná Norte”, finalizou Krüger.

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