Audiência pública em Itapema (SC) consolida propostas e amplia debate sobre mobilidade e clima no município
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A Prefeitura de Itapema (SC) realizou, na noite de segunda-feira (16), a 2ª Audiência Pública dos Planos Estratégicos do município, reunindo técnicos, gestores e moradores para apresentação dos avanços do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob), do Plano de Ação Climática (PlanClima) e do Masterplan. O encontro, realizado na Câmara de Vereadores, marcou uma etapa decisiva de consolidação das propostas e escuta da população.
Durante a apresentação técnica, conduzida pela equipe da URBTEC™, foram detalhados os principais diagnósticos e diretrizes construídos ao longo de um ano de trabalho em parceria com o município. Um dos destaques foi o uso de modelagem e simulação para orientar as decisões de mobilidade urbana.
“O uso de modelos permite testar soluções antes da execução. A gente consegue avaliar, por exemplo, se a inversão de uma via melhora o sistema como um todo, quais impactos isso gera e onde realmente vale a pena investir”, explicou Gustavo Taniguchi, diretor da URBTEC™ e coordenador do projeto.
Segundo ele, a estratégia busca evitar intervenções isoladas e garantir maior assertividade no planejamento. “Não se trata de resolver completamente os problemas, mas de reduzir significativamente os impactos com base em evidências e cenários testados”, destacou.
A apresentação também abordou propostas para reorganização do sistema viário, ampliação da mobilidade ativa, integração com o transporte coletivo regional e adoção de soluções baseadas na natureza para enfrentamento de alagamentos, como jardins de chuva e áreas de retenção.
Além dos aspectos técnicos, a audiência foi marcada por uma participação ativa e qualificada da comunidade, com contribuições que trouxeram tanto uma visão técnica quanto demandas do cotidiano urbano.

Entre os destaques, foram levantadas questões relacionadas à reestruturação das vias marginais, circulação de cargas, segurança de modos alternativos como patinetes e autopropelidos, além da necessidade de maior fiscalização e padronização urbana. Também foram apontados desafios ligados à permeabilidade do solo, drenagem e organização das calçadas, evidenciando a relação direta entre mobilidade e infraestrutura urbana.
Outro ponto recorrente nas manifestações foi a importância de avançar em soluções de curto prazo, como reorganização de sentidos viários, implantação de binários e melhorias na sinalização, capazes de gerar impactos mais imediatos no dia a dia da população.
As contribuições também reforçaram a necessidade de conciliar o planejamento estratégico com ações mais detalhadas de microplanejamento urbano, voltadas ao desenho das vias, qualificação dos espaços públicos e segurança dos deslocamentos.
Com a conclusão desta fase, os próximos passos incluem a definição de prioridades, estimativas de investimento e estruturação dos instrumentos necessários para implementação das propostas



